Como lidar com os conflitos entre pais e filhos no mundo atual

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Autoajuda – como lidar com os conflitos entre pais e filhos.

Relacionamentos são difíceis, ainda mais quando de distintas gerações. Pontos de vista são incompatíveis, opiniões são contrárias, formas de pensar e ver as coisas não encontram nada em comum e tudo parecer ser o oposto. Mas as afinidades entre pais e filhos superam todos esses enclaves, afinal o amor os une.

O respeito deve ser o primeiro passo para ajudar a fortalecer a relação entre pais e filhos.  Trata-se de uma relação que deve envolver carinho, compreensão, diálogo e, sobretudo, amizade. Esta vence obstáculos e conduz tudo com maior leveza. O respeito pelo indivíduo em si, pelo que ele pensa, pelo que ele faz, deve ser de ambas as partes – pais e filhos –, representando um comprometimento com a dignidade de quem se ama.

Cada um deve ter o direito de falar, o momento de expor seus conceitos e ideias sobre o que vem a ser discutido. A educação começa em casa. Os pais devem ser um exemplo para os filhos, portanto, devem se respeitar e perpetuar a importância desse valor para os filhos. Ofensas, insultos e palavras agressivas não devem fazer parte do dia-a-dia. Mas um gesto de carinho, um ‘bom dia’ logo cedo, um agradecimento, uma palavra de conforto numa circunstância de sofrimento ou angústia, sim, devem ser encorajados e valem ouro.

A boa formação educacional enobrece o caráter, enriquece a alma e estimula a generosidade. Se a pessoa se sente bem em casa e à vontade com seus familiares, possivelmente, passará isso adiante nos relacionamentos com os colegas de trabalho, os vizinhos, os amigos, os amantes. A atitude é fruto do que se vê, do que se sente, do que se dialoga. O compartilhamento disso tudo só pode ser positivo. Havendo boa energia em casa, haverá no local em que se estuda ou trabalha, num final de semana ou numa viagem com pessoas de quem se gosta.

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É como uma corrente. Passe-se para frente aquilo que foi ensinado como correto, como nobre, como digno. O diálogo franco e aberto com os pais refletirá nos relacionamentos amorosos, pois a confiança em dizer a verdade e em ser compreendido torna-se maior, a certeza de ser ouvido é mais forte e a sensação de estar agindo corretamente faz a pessoa sentir-se bem consigo mesma.

Uma pessoa confiante e segura é mais feliz, menos insegura, mais convicta das suas qualidades e habilidades, com uma autoestima que a faz brilhar por onde passa. As dúvidas na vida existirão, porém o alicerce na qual foi criada e amparada darão um estímulo e um impulso fortes o suficiente para seguir sem medo.

A relação entre pais e filhos não fica apenas nisso. É importante também perceber que houve uma mudança nos processos de constituição familiar, assim como o de papéis. O ser pai e o ser mãe estão em visível processo de mudança. E nesse sentido, os filhos também precisam a aprender a conviver com novos modelos e referenciais.

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Com a mudança significativa da postura da mulher no âmbito social, os papéis dentro da estrutura familiar também sofreram modificações singulares nas últimas décadas. Hoje, a mulher tem o domínio pleno de decidir por construir uma carreira sólida, muito antes da obrigatoriedade de ter que construir uma família, e, por conseguinte, desfrutar ou não da maternidade.

pais-autoajudaEnquanto isto, o homem reinventa seu papel social: a figura do pai está cada vez mais próxima dos filhos que por ventura venha a ter. E qualquer que seja o modelo familiar escolhido para construir célula familiar, ao decidir-se pelo exercício da maternidade/paternidade de uma criança é necessário que o casal tenha em mente que as funções deles estarão sempre para além da concepção ou adoção de um indivíduo.

A responsabilidade deve ser mútua, tanto do pai, quanto da mãe, e os filhos em determinados casos, também devem integrar essa participação  e/ou partilhamento de maneira ativa. Isso evita inúmeros conflitos.

Criar um filho deve ser premissa compartilhada. Uma criança que cresce num ambiente de ausências de pai ou mãe costuma tornar-se insegura e repleta de aflições que vão se manifestar na fase adulta de alguma forma. É certo que nos primeiros meses de vida, a presença da mãe é impar. Ela é quem demandará os primeiros cuidados e será a provedora da prole.

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Entretanto, hoje os pais costumam ser muito participativos nesta fase, já que é altamente saudável e recomendado para o fortalecimento da relação de ambos. Dar os primeiros banhos, trocar fraldas e levantar – se durante à noite para verificar quais são os motivos que levaram à criança ao choro, tornam a figura tão importante quanto a da mãe no estabelecimento das relações de afeto e amor.

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A premissa é seguir para além da criação e evitar que as crianças, os pais e as mães se tornem apenas coadjuvantes de um processo formativo. Se existem conflitos, sejam eles quais forem (e eles existem) deve haver o diálogo para ajudar a melhorar o que não está bom.

Crianças que tiveram todos os cuidados necessários tornam-se adultos companheiros dos pais. Costumam também ser independentes, mas conseguem manter relações saudáveis com a família, tomando esta como uma referência para construírem as suas próprias. Não há uma relação familiar que não seja pontuada por algum tipo de intempérie, contudo os filhos quando sabem exatamente a medida do que lhes foi doado com amor e, equilibrados, sabem como retribuir no momento em que os papéis mais uma vez se inverterem: não haverá isolamento na vida familiar quando a fase de velhice dos pais tiver chegado.

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