Entenda o que é Bullying, como ele acontece e o que fazer

Publicidade:

Entenda o que é Bullying e como ele acontece

Um dos temas que mais tem preocupado pais e educadores é a questão nas duas últimas décadas é o bullying. O bullying é uma situação que se caracteriza por diferentes agressões que são intencionais – podem ser verbais ou físicas – se caracterizam ainda por serem repetitivas, e realizadas por um ou mais alunos contra um mesmo colega. Não se trata, no entanto, de apenas um conflito que acontece no âmbito escolar. O bullying é um tipo de violência mesmo, tanto é que a palavra bullying tem origem no termo inglês bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. Bullying-cuidados

Publicidade:

Alguns especialistas no assunto – educadores, psicólogos, médicos, juristas – apontam para o bullying como sendo este um dos tipos de violência que mais cresce no mundo. O bullying, embora esteja largamente associado ao contexto escolar pode acontecer em qualquer contexto, e qualquer local como as escolas, as universidades, nas famílias, na vizinhança e em locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa e se tornar com o passar do tempo e  da intensidade um tipo de agressão que acaba se caracterizando como bullying.

►►►  Como lidar com os conflitos entre pais e filhos no mundo atual

Crianças e adolescentes são os que mais costumam sofrer bullying, especialmente no contexto escolar. São indivíduos que, por alguma razão, acabam se tornando alvo de inúmeros tipos de agressões. Assim como não é fácil caracterizar o bullying, nem sempre é fácil também fazer a identificação dele. É preciso que adultos, os quais estejam de alguma forma, envolvidos na formação das crianças e adolescentes, tenham um olhar mais apurado para notar que, estes indivíduos estão passando por uma situação de bullying.

Bullying-na-Escola

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, as crianças e os adolescentes que passam por humilhações como as racistas- as difamatórias ou as separatistas- podem apresentar também doenças psicossomáticas, além de sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. E os dados alertam com sinal bem vermelho para este ponto. Há um crescente índice de suicídios entre adolescentes que, em parte, tem sido justificado por conta do bullying. Diversos jovens suicidas eram pacientes em tratamento de doenças emocionais desencadeadas por algum tipo de agressão constante.

►►►  Como manter equilíbrio nas relações familiares em tempos de internet

Há vários estudos que tentam explicar porque o bullying se desenvolve. O agressor tem um perfil psicológico bastante peculiar. Em geral, o agressor é um indivíduo que deseja se tornar cada vez mais popular, e acaba se sentindo poderoso com as agressões que provoca naquele que toma por sua vítima. Dessa maneira, o agressor acaba repetindo diversas vezes humilhações, depreciações, que começam pelo verbal e podem culminar com ataques físicos.

Vale ressaltar que há uma diferença substancial entre uma briga que pode acontecer em âmbito escolar, por exemplo, entre crianças e adolescentes, e o bullying. Uma discussão pode acontecer por divergências de ideias, por exemplo. Mas, há uma reação por parte de ambos envolvidos na questão. No bullying, há um indivíduo que, por uso da força, da popularidade, ou mesmo da fragilidade do outro, promove uma sucessão de pequenas agressões que vão se constituindo cada vez mais frequentes e mais intensas. No bullying, não há reação por parte do indivíduo que é atacado. Pelo contrário. Por medo, ele acaba se esquivando cada vez mais, e vai se enfraquecendo e se tornado refém do outro, que passa a se sentir cada vez mais forte, além de sentir-se altamente satisfeito com o seu ‘desempenho’.Bullying

Também cabe lembrar que, a escola, local onde o bullying costuma se manifestar pela primeira vez, não tem força para atuar sozinha na contenção do indivíduo que provoca o bullying. Embora seja a escola o local dos primeiros sinais, é praticamente certo que o indivíduo que ataca por meio do bullying, permaneça agressivo pelo resto da vida. Assim, é fundamental que a família reconheça que o filho apresenta problemas em relação à agressividade e aceite fazer o tratamento. Acontece que é bem provável que o ambiente familiar também seja propicio para  desenvolvimento de características que já são inatas. Daí a família inteira precisa passar por um processo de terapia, no qual se identifique o cerne do problema.

►►►  O bullying tem solução

Muitas pessoas se perguntam por que o bullying não consegue ser combatido dentro do ambiente escolar se é nele em que há a maior preocupação em combatê-lo. A resposta é simples, dentro desse universo tão complexo que é o bullying. O espectador também acaba sendo um participante das ações. E ao invés de combater as agressões promovidas contra um colega, o espectador é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer também por medo de ser alvo de ataques do outro. Vale a reflexão.

Você também vai gostar desses...