O bullying tem solução

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O bullying é um problema sério e que vem aumentando potencialmente em todos os lugares do mundo. A palavra bullying possui origem inglesa e, significa, literalmente, ‘valentão’, ‘fortão’. Não há uma tradução direta para a língua portuguesa, no entanto, bullying, a ação praticada pelo valentão, fortão, passou a designar todo um tipo de violência verbal, que pode culminar em violência física. Não se deve confundir o bullying com brigas entre alunos.Bullying O bullying se caracteriza por ter um agressor, que se sente forte e confortável ao humilhar um indivíduo que, emocional ou psicologicamente é mais frágil que o seu agressor. Há ainda um problema ainda pior – há um terceiro elemento, o espectador. Este assiste a todas as humilhações que o agredido recebe, e ou por medo, ou por também sentir-se forte e protegido, e acaba corroborando com as atitudes violentas dos agressores.Bullying-em-Escola

Outra manifestação do bullying que tem chamado demais a atenção de quem atua diretamente com crianças e adolescentes – as maiores vítimas de bullying é a sua manifestação através dos mecanismos tecnológicos – o ciberbullying. Este, muito mais agressivo, não encontra limites para se manifestar. São mensagens de textos humilhantes, fotos com comentários desagradáveis em redes sociais, que podem ser visualizadas a todos os instantes, por qualquer pessoa. A amplitude dos ataques por meio dos recursos tecnológicos quase não pode ser dimensionada, assim como os prejuízos causados por tais ataques.Bullying-na-Escola

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A teoria em que os especialistas têm trabalhado na tentativa de evitar e minimizar os ataques de bullying, que no geral, acontece no ambiente escolar – mas não necessariamente apenas nesse – é a de que é preciso fazer uma aproximação com o agressor. Ouvir o agressor, suas motivações, suas causas, pode reduzir os ataques de bullying em até 45%. O perfil de quem pratica o bullying é bastante complexo. Eles são pessoas que se sentem muito fortalecidas ao promover xingamentos, ataques aos colegas mais fracos e, principalmente, por terem o apoio de uma plateia que também se sente ameaçada e fortalecida com as provocações e intimidações por parte de quem pratica este tipo de violência.

É um uníssono entre os especialistas que o aquele que promove o bullying tem problemas graves em seu ambiente familiar. E isto precisa ser identificado para ser combatido de maneira eficaz. É justamente por isso que gestores e professores precisam construir na escola um ambiente social e moral baseado no respeito e em um relacionamento sadio. Afinal, é além da família, a escola a instituição que deve promover a busca pela convivência sadia entre os que são diferentes. É a escola que deve lutar pelo reconhecimento da diversidade e o respeito entre todos.Bullying-Nao-e-Brincadeira

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Por outro lado, também é papel da escola não responsabilizar totalmente a família pelos atos ilícitos e agressivos dos alunos que praticam bullying. Escola, família e profissionais ligados à área da educação e da saúde (psicólogos, psiquiatras, hebiatras, pediatras, assistentes sociais) todos devem fazer um trabalho em conjunto para fortalecer qualidades sadias naqueles que já são propensos às práticas de agressões verbais, já que estas também podem se manifestar em agressões físicas. É preciso, portanto, uma reorganização nas instituições. A escola não pode ser a única a se responsabilizar pelos cuidados e preparos daqueles que praticam a violência. A família precisa ser incluída nesse processo, é como se houvesse uma inclusão de todos como a grande estratégia no combate do bullying, evitando assim até mesmo o seu aumento.Nao-Pratique-Bullying

Toda a escola – incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais – precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. Vale lembrar que um aluno que não possui o que se chama de família estruturada precisa ser ouvido. Este é quem mais precisa de ajuda em todo o processo de reconhecimento das motivações que o leva a querer ser mais forte por meio da violência. Por essa razão, é preciso sensibilizar o agressor de que as suas motivações podem não ser justificadas e nem justificáveis dentro de todo um contexto social que não pode ser desconsiderado por parte de quem cuida dessas crianças e adolescentes que estão na iminência de se tornarem cada vez mais agressivos e incontroláveis.Nao-Faca-Bullying

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A situação de bullying no ambiente escolar não pode ser negligenciada, nunca. Por parte de nenhuma das pessoas que estão envolvidas nas funções educativas. Não é somente o professor que deve cuidar dessa questão que, além de pedagógica, também é comportamental, social, moral e psicológica. Uma das saídas é abrir o debate para que os alunos, de comum acordo, apontem algumas soluções e práticas que possam ser aplicadas no dia a dia deles, para evitar que o bullying tenha maior repercussão entre eles, afinal, estes são sempre os maiores envolvidos – tanto para o bem quanto para o mal. Se há o bullying, há alguém que promove, alguém que sofre e alguém que assiste. Nada pode ser desconsiderado. Ouvir o agressor é fundamental para se chegar ao cerne da questão.

Nao-Fazer-Bullying Nao-Praticar-Bullying

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